Radio boa nova de Guarulhos

Rádio Boa Nova Ao vivo

segunda-feira, 13 de junho de 2011

10ª. AULA A - Noções sobre Mediunidade B - Dai de Graça o que de Graça Recebestes


A - Noções sobre Mediunidade
Mediunidade é a faculdade, ou aptidão, que possuem certos indivíduos, denominados médiuns, de servirem de intermediários entre os mundos físico e espiritual.

A mediunidade é inerente ao organismo, como a visão, a audição e a fala, daí, qualquer um pode ser dotado dessa faculdade.
É uma conquista da alma; daí, a necessidade de oração e vigilância, de reforma íntima, isto é, da substituição de defeitos e vícios, por qualidades e virtudes, de um conduta moral irrepreensível, para que possa sintonizar-se com espíritos de hierarquia mais elevada.

Evangelizando-se, estudando muito, dando a cota de tempo de que possas dispor e, principalmente, seguindo lições como a que se encontra no capítulo XXVI, do Evangelho Segundo o Espiritismo “Daí de graça o que de graça recebestes”.

Na I Epístola de Paulo de Tarso aos Coríntios, temos lições sobre teoria e prática mediúnica. Em O Livro dos Médiuns, Kardec também o faz. De ambos, as lições: Os dons mediúnicos demonstram a inteligência, as potencialidades, a diversidade de Espíritos que existem na Terra. Não é bastante, por isso, estudar ou conhecer o efeito; é indispensável buscar e conhecer a causa de todos os fenômenos que se vão estudando. Toda a mediunidade a serviço de Jesus é realizada pelos Espíritos mais evoluídos que sintonizam com cada médium, conforme sua capacidade de doação.

Paulo traz ensinamentos de imenso valor doutrinário: “Quanto aos dons mediúnicos, não quero, irmãos, que estejais em ignorância”, começa ele no cap. 12. Explica a diversidade de carismas, mas “o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversidade de operações mas é o mesmo Deus, que opera em todos”.

Prossegue falando da mediunidade de vidência e xenoglossia, dizendo que não basta haver médiuns em sintonia, é preciso haver pessoas em estado de lucidez que orientem os trabalhos, dialoguem com os Espíritos e interpretem o que haviam dito. Todas as formas de mediunidade são necessárias; nenhuma faculdade é superior a outra; são todos indispensáveis ao bom andamento dos trabalhos, até as mais humildes tarefas. Não há ninguém mais importante, porque todos são importantes, mas cada um deve ter a sua tarefa específica e por vezes até certa hierarquia em favor da disciplina, pois tudo deve ser feito dentro da mais absoluta ordem.

Allan Kardec, no século XIX, e os espíritas do século XX, reexaminam incessantemente as fontes do Cristianismo primitivo, buscando ali as lições que os inspirem. Hoje ainda temos as preocupações de Paulo. Orar e vigiar é a maior delas. Cada um de nós é o único responsável pela valorização das oportunidades ofertadas por Deus.

Paulo classifica a mediunidade, discorre sobre a hierarquia das funções, fala sobre o exercício da mediunidade e escreve sobre a “excelência da caridade”, no Cap. 12. Por que o ensaio sobre o amor é inserido no contexto de uma dissertação sobre a mediunidade?
Porque Paulo compreendeu profundamente esta verdade:

“Se eu falar a língua dos homens e dos anjos e não tiver caridade, sou como um metal que soa, ou como o sino que tine. “E se tiver o dom da profecia e penetrar todos os mistérios, mas não tiver a caridade, nada sou. Entre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade”. Coloca assim, a caridade acima da própria fé. O exercício da mediunidade sem o amor, é frio e inócuo.

Emmanuel, em O Consolador, respondendo a questões afirma: “(...) A maior necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo, antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo, poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão. “O primeiro inimigo do médium reside nele mesmo".
Freqüentemente é o personalismo, a ambição, a ignorância ou a rebeldia no voluntário desconhecimento dos seus deveres à luz do Evangelho, fatores de inferioridade moral que, não raro, conduzem à invigilância, à leviandade e à confusão dos campos improdutivos.
Contra esse inimigo é preciso movimentar as energias íntimas pelo estudo, pelo cultivo da humildade, pela boa vontade, com o melhor esforço de auto-educação, à claridade do Evangelho”.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
Xavier, F. C. - O Consolador
QUESTIONÁRIO:
1 - O que é mediunidade?
2 - Qual o principal inimigo do médium?
3 - Na sua opinião, por que o médium deve evangelizar-se?
B) DAÍ DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES:

"Daí de Graça o que de Graça Recebestes"
“Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expeli os demônios; daí de graça o que de graça recebestes”. (Mateus, X, 8). “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, porque devorais as casas das viúvas, com pretextos de longas orações; por isso sofrereis um juízo mais rigoroso”. (Mateus, XXIII, 14).

“Daí de graça o que de graça recebestes”, disse Jesus aos discípulos, recomendando-lhes, dessa forma, que não aceitassem pagamentos pela dispensa dos bens, cuja obtenção nada lhes houvesse custado, isto é, que nada cobrassem dos outros por aquilo que não pagaram. O que eles receberam, gratuitamente, foi a faculdade de curar doentes e expulsar os demônios, ou seja, os maus espíritos. Esse dom lhes fora dado de graça, para que aliviassem os que sofriam e ajudassem a propagação da fé e, por isso, lhes prescrevera o Mestre que não o transformassem em artigo de comércio ou de especulação e, muito menos, em meio de vida.

Também disse Jesus: “Não façais pagar as vossas preces; não façais como os escribas que, a pretexto de longas orações, devoram as casas das viúvas”. A prece é um ato de caridade, um impulso do coração, e fazer alguém pagar por esse ato de intercessão junto a Deus, em favor de outrem, é transformar-se em intermediário assalariado, tornando-se, assim, a prece uma simples fórmula, dependente da soma recebida.

Deus não vende os benefícios que concede, e seria absurdo pensar que poderia subordinar um ato de clemência, de bondade e de justiça, solicitado a Sua misericórdia, a uma quantia em dinheiro.

A razão, o bom censo e a lógica dizem que Deus, a perfeição absoluta, não pode delegar à criatura imperfeita o direito de fixar um preço para a Sua Justiça. A justiça de Deus é como o Sol: para todo o mundo, tanto para o pobre como para o rico.

Os médiuns, intermediários entre a Espiritualidade e o mundo material, verdadeiras pontes de ligação entre dois planos de vida, são os intérpretes dos Espíritos para a instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e trazê-los à fé, mas não para vender palavras que lhes não pertencem, de vez que não são o produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal.

A mediunidade séria não pode ser nem será jamais uma profissão, mesmo porque, e sobretudo no seu aspecto de concessão como prova, é uma faculdade essencialmente móvel e variável. Não é, portanto, a mesma coisa que a capacidade adquirida pelo estudo e pelo trabalho, da qual se tem o direito de usar.

Sobretudo, a mediunidade curadora é que jamais deveria ser explorada, pois, como nenhuma outra, requer, com mais rigor, a condição de desprendimento e a capacidade de renúncia santificante. O médium curador é o veículo para a transmissão do fluido salutar dos Bons Espíritos e, nestas condições, jamais tem o direito de o vender.
BIBLIOGRAFIA:
Novo Testamento - I Epístola aos Coríntios
Kardec, Allan - O Livro dos Médiuns
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
QUESTIONÁRIO:
1 - Explique a frase de Jesus: "Dai de graça o que de graça recebeste".
2 - Como pode ser encarada a mediunidade séria?
3 - Na sua opinião, o que é um bom médium?

Nenhum comentário:

Postar um comentário