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segunda-feira, 13 de junho de 2011

12ª. AULA A - O Suicídio B - Bem Sofrer e Mal Sofrer


A) O SUICÍDIO
O suicídio pode ser definido como a destruição direta da vida por impulso próprio. O suicídio voluntário é uma transgressão da lei divina. (L.E. 944). Sua causa geral é o descontentamento. Muitos porém são os motivos que podem levar o indivíduo ao suicídio, tais como a ociosidade, a falta de fé, a própria sociedade, a descrença na eternidade, o pensamento de que tudo pode acabar com a vida, a simples dúvida quanto ao futuro e, principalmente, as idéias materialistas, que não oferecem ao homem nenhuma alternativa de solução para os seus problemas mais prementes; são “os maiores incentivadores do suicídio: elas produzem a frouxidão moral”.

Há, ainda, alguns outros casos, de ordem mais particular, que costumam levar seres humanos ao suicídio. O homem que se vê envolvido em escândalo trazido a público, por vergonha dos filhos e da família muitas vezes é levado ao ato extremo. Aquele que perde entes queridos, por vezes sente-se impulsionado ao suicídio. O que toma conhecimento de uma doença grave, que para a medicina terrestre não tem cura, entrevendo a “morte inevitável e terrível”, pode deixar-se tomar pela idéia de suicídio. Há também os que, por puro orgulho, sacrificam a vida para salvar a de outros, embora sem nenhuma possibilidade de sucesso.

Não se pode esquecer dos que abreviam sua vida através dos vícios, dos excessos da alimentação e do sexo, por imprudência, por imperícia, por omissão. E hoje, ainda, verifica-se a incidência de casos de suicídios em alguns grupos sociais específicos. Embora haja muitos casos que se podem estudar de suicídio, eles podem ser classificados em dois grandes grupos: o direto (ou intencional), e o indireto.

Diversas são as conseqüências do ato; porém, a mais comum, “a que o suicida não pode escapar é o desapontamento” (L.E., 957), ou seja, o indivíduo chega a um resultado muito diverso daquele que imaginava atingir com o seu gesto tresloucado. Mas, “a sorte não é a mesma para todos, dependendo das circunstâncias. Alguns expiam sua falta imediatamente, outros numa nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam”. (idem)

O efeito mais grave do suicídio vem a ser o lesionamento do corpo espiritual, com a persistência mais prolongada e mais tenaz do laço que liga o Espírito ao corpo. Esse fato prolonga igualmente a perturbação espiritual, provocando a ilusão de que o Espírito ainda se encontra no número dos “vivos”. Por isso, também, alguns podem ressentir-se dos efeitos da decomposição de seu corpo, devido à sua falta de coragem e por uma espécie de apego à matéria.

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, lembra que “o espírita tem, portanto, para opor à idéia do suicídio, muitas razões: a certeza de uma vida futura, na qual ele sabe que será tanto mais feliz quanto mais infeliz e mais resignado tiver sido na Terra; a certeza de que, abreviando sua vida, chega a um resultado inteiramente contrário ao que esperava; que foge de um mal para cair noutro ainda pior, mais demorado e mais terrível; que se engana ao pensar que, ao se matar, irá mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo à reunião, no outro mundo, com as pessoas de sua afeição, que lá espera encontrar. De tudo isso resulta que o suicídio, só lhe oferecendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses”. (cap. V, item 17).

Há, todavia, alguns antídotos eficazes, que podem evitar esse mal terrível. Em primeiro lugar, está a prece, que restaura o bom ânimo e a vontade de realização. (Para o Espírito suicida, também, a prece funciona como um bálsamo, que o reergue e o prepara para as encarnações regenerativas). O trabalho, em segundo lugar, que ajuda a vida escoar-se mais rapidamente, sem maiores turbulências, ajudando o homem a suportar suas vicissitudes com mais paciência e resignação, sem queixas. Deve-se observar ainda os meios possíveis da reta consciência, através de uma vida honesta, justa e acima de tudo evangelizada, isto é, à luz dos ensinamentos de Jesus, que é “o Caminho, a Verdade e a Vida”.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
QUESTIONÁRIO:
1 - Quais são os principais casos de suicídio?
2 - Quais as principais consequências do suicídio?
3 - Quais os antídotos mais eficazes para evitar o suicídio?
B) BEM SOFRER e MAL SOFRER
“Quando o Cristo disse: ‘Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o Reino dos Céus’, não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria extrema, mas, ah! Poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus.
O desânimo é uma falta; Deus vos nega consolações, se não tiverdes coragem. A prece é um sustentáculo da alma, mas não é suficiente por si só; é necessário que se apóie numa fé ardente na bondade de Deus. Tendes ouvido freqüentemente que Ele não põe um fardo pesado em ombros frágeis. O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem. A recompensa será tanto mais esplendente, quanto mais penosa tiver sido a aflição. Mas essa recompensa deve ser merecida, e é por isso que a vida está cheia de tribulações.

“O militar que não é enviado à frente de batalha não fica satisfeito, porque o repouso no acampamento não lhe proporciona nenhuma promoção. Sede como o militar, e não aspireis a um repouso que enfraqueceria o vosso corpo e entorpeceria a vossa alma. Ficai satisfeitos, quando Deus vos envia à luta.
Essa luta não é o fogo das batalhas, mas as amarguras da vida, onde muitas vezes necessitamos de mais coragem que num combate sangrento,, pois aquele que enfrenta firmemente o inimigo poderá cair sob o impacto de um sofrimento moral. O homem não recebe nenhuma recompensa por essa espécie de coragem, mas Deus lhe reserva os seus louros e um lugar glorioso. Quando vos atingir um motivo de dor ou de contrariedade, tratai de elevar-vos acima das circunstâncias. E quando chegardes a dominar os impulsos da impaciência, da cólera ou do desespero, dizei, com justa satisfação: “Eu fui o mais forte”.

“Bem-aventurados os aflitos, pode, portanto, ser assim traduzido: Bem-aventurados os que têm a oportunidade de provar a sua fé, a sua firmeza, a sua perseverança e a sua submissão à vontade de Deus, porque eles terão centuplicadas as alegrias que lhes faltam na Terra, e após o trabalho virá o repouso”. (E.S.E. Cap. V, item 18).

A mensagem de Lacordaire, acima reproduzida, traz à tona o problema do sofrimento, que vemos hoje em dia atingir praticamente a todos, das mais variadas formas. A maioria dos seres humanos ainda não é capaz de enfrentar a dor com resignação. Antes, o que se vê é o inconformismo, a queixa intérmina, o abatimento sem limites.

É necessário habituar-se à oração, como um canal de comunicação direta com Deus. Mas, também é indispensável uma fé ardente no Criador, pois sem ela, a prece apenas sairá dos lábios e não do coração. É preciso entender que muitas vezes o mal, a dor, o sofrimento, são os remédios de que necessitamos para a cura dos nossos males, cuja origem encontra-se na alma. Todavia, não devemos provocar a dor, para não sofrer-lhe as conseqüências, nem ter motivos para queixas, pois esta é um ato de insubmissão às leis divinas.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
QUESTIONÁRIO:
1 - Quem são os aflitos bem-aventurados a que Jesus se refere nos Evangelhos?
2 - O que é a verdadeira luta, segundo a instrução de Lacordaire?
3 - Como entender a prece, em face das aflições?

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