A) A PARÁBOLA DO SEMEADOR
Introdução – Conceito de Parábola:
Há dois mil anos, Jesus esteve conosco, trazendo lições para as multidões que o seguiam. Falou a seus discípulos, em certa ocasião: “Muitas das coisas que vos digo ainda não as compreendeis e muitas outras teria a dizer, que não compreenderíeis, por isso é que vos falo por parábolas. Mais tarde, porém, enviarvos-ei o Consolador, o Espírito da Verdade, que restabelecerá todas as coisas e vo-los explicará todas”. (Jô, 14, e Jo, 16).
Que é uma Parábola? – É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. Pode ser considerada uma narração alegórica que encerra doutrina moral. Sendo que, alegoria é a exposição de um pensamento sob a forma figurada.
A Doutrina espírita vem trazer novos ensinamentos necessários ao nosso melhor entendimento sobre as lições em forma de parábolas, que Jesus nos trouxe.
“Jesus, sobre muitos os pontos se limitou a lançar o gérmen de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não poderiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A Ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à Ciência para progredir”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 4).
Que é uma Parábola? – É uma narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. Pode ser considerada uma narração alegórica que encerra doutrina moral. Sendo que, alegoria é a exposição de um pensamento sob a forma figurada.
A Doutrina espírita vem trazer novos ensinamentos necessários ao nosso melhor entendimento sobre as lições em forma de parábolas, que Jesus nos trouxe.
“Jesus, sobre muitos os pontos se limitou a lançar o gérmen de verdades que ele mesmo declarou não poderem ser então compreendidas. Falou de tudo, mas em termos mais ou menos claros, de maneira que, para entender o sentido oculto de certas palavras, era preciso que novas idéias e novos conhecimentos viessem dar-nos a chave. Essas idéias não poderiam surgir antes de um certo grau de amadurecimento do espírito humano. A Ciência devia contribuir poderosamente para o aparecimento e desenvolvimento dessas idéias. Era preciso, pois, dar tempo à Ciência para progredir”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. I, item 4).
A Parábola do Semeador
“Naquele dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à borda do mar. E vieram para ele muitas gentes , de tal sorte que, entrando em uma barca, se assentou; e toda a gente estava em pé na ribeira.
E lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis aí que saiu o que semeia a semear. E quando semeava, uma parte das sementes caiu junto da estrada, e vieram as aves do céu, e comeram-na. Outra, porém, caiu em pedregulho, onde não tinha muita terra, e logo nasceu porque não tinha altura da terra.
Mas saindo o sol a queimou, e porque não tinha raiz, se secou. Outra igualmente caiu sobre os espinhos, e cresceram os espinhos, e estes a sufocaram. Outra enfim caiu em boa terra, e dava fruto, havendo grãos que rendiam a cento por um, outros a sessenta, outros a trinta. O que tem ouvidos de ouvir, ouça.
(Mateus, 13:1-9) “Ouvi, pois, vós outros, a parábola do semeador. Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a entende, vem o mau e arrebata o que se semeou no seu coração; este é o que recebeu a semente junto da estrada. E o recebeu a semente no pedregulho, é o que a palavra, e a recebe com alegria, mas como não tem raiz em si mesmo, chegando as angústias e perseguições, ofende-se. E o que foi semeado entre espinhos, este é o ouve a palavra, porém os cuidados deste mundo e o engano das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutuosa.
E o que recebeu a semente em boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e dá fruto; e assim um dá cento, e outro sessenta, e outro trinta por um” (Mateus, 13:18-23).
“A parábola da semente representa perfeitamente as diversas maneiras pelas quais podemos aproveitar os ensinamentos do Evangelho. Quantas pessoas há, na verdade, para as quais eles não passam de letra morta, que, à semelhança das sementes caídas nas pedras, não produzem nenhum fruto!
“Outra aplicação, não menos justa, é a que se pode fazer às diferentes categorias de espíritas. Não nos oferece o símbolo dos que se apegam apenas aos fenômenos materiais, não tirando dos mesmos nenhuma conseqüência, pois que neles só vêem um objeto de curiosidade? Dos que só procuram o brilho das comunicações espíritas, interessando-se apenas enquanto satisfazem-lhes a imaginação, mas que após ouvi-las, continuam frios e indiferentes como antes. Que acham muito bons os conselhos e os admiram, mas para aplicá-los aos outros e não a si mesmos. Desses, finalmente, para os quais essas instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo).
“A parábola da semente representa perfeitamente as diversas maneiras pelas quais podemos aproveitar os ensinamentos do Evangelho. Quantas pessoas há, na verdade, para as quais eles não passam de letra morta, que, à semelhança das sementes caídas nas pedras, não produzem nenhum fruto!
“Outra aplicação, não menos justa, é a que se pode fazer às diferentes categorias de espíritas. Não nos oferece o símbolo dos que se apegam apenas aos fenômenos materiais, não tirando dos mesmos nenhuma conseqüência, pois que neles só vêem um objeto de curiosidade? Dos que só procuram o brilho das comunicações espíritas, interessando-se apenas enquanto satisfazem-lhes a imaginação, mas que após ouvi-las, continuam frios e indiferentes como antes. Que acham muito bons os conselhos e os admiram, mas para aplicá-los aos outros e não a si mesmos. Desses, finalmente, para os quais essas instruções são como as sementes que caíram na boa terra e produzem frutos”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo).
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
QUESTIONÁRIO
1 - O que é uma parábola?
2 - Por que Jesus muitas vezes falou por parábolas?
3 - Como se pode comparar as sementes da parábola às diferentes categorias de espíritas?
B ) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
“Esse livro de doutrina terá considerável influência, pois que explana questões capitais, e não só o mundo religioso encontrará nele as máximas que lhe são necessárias, como também a vida prática das nações haurirá dele instruções excelentes. Fizeste bem enfrentando as questões de alta moral prática, do ponto de vista interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos.
“A dúvida tem que ser destruída; a terra e suas populações civilizadas estão prontas; já de há muito os teus amigos de além-túmulo as arrotearam; lança, pois, a semente que te confiamos, porque é tempo de que a terra gravite na ordem irradiante das esferas e que saia, afinal da penumbra e dos nevoeiros intelectuais”.
Estas reflexões, em comunicação do Espírito que orientava Kardec, respondem à sua pergunta: ”Que pensas da nova obra que trabalho neste momento?”. (Obras Póstumas, 2ª parte, 9 de agosto de 1863).
Surge O Evangelho Segundo o Espiritismo e, em sua “Introdução” são explicitados os objetivos e plano de elaboração.
“Podemos dividir as matérias contidas nos Evangelhos em cinco partes:
“A dúvida tem que ser destruída; a terra e suas populações civilizadas estão prontas; já de há muito os teus amigos de além-túmulo as arrotearam; lança, pois, a semente que te confiamos, porque é tempo de que a terra gravite na ordem irradiante das esferas e que saia, afinal da penumbra e dos nevoeiros intelectuais”.
Estas reflexões, em comunicação do Espírito que orientava Kardec, respondem à sua pergunta: ”Que pensas da nova obra que trabalho neste momento?”. (Obras Póstumas, 2ª parte, 9 de agosto de 1863).
Surge O Evangelho Segundo o Espiritismo e, em sua “Introdução” são explicitados os objetivos e plano de elaboração.
“Podemos dividir as matérias contidas nos Evangelhos em cinco partes:
1) Os atos comuns da vida do Cristo;
2) Os milagres;
3) As profecias;
4) As palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja;
5) O ensino moral.
“Se as quatro primeiras partes têm sido objeto de discussões, a última permanece inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda a parte provocada pelos dogmas”.
E prossegue: “Reunimos nesta obra os trechos que podem constituir, propriamente falando, um código de moral universal, sem distinção de cultos. Nas citações conservamos tudo o que era de utilidade ao desenvolvimento do pensamento, suprimindo apenas as coisas estranhas ao assunto.
“As máximas foram agrupadas e distribuídas metodicamente segundo a sua natureza, de maneira a que umas se deduzissem das outras, tanto quanto possível”.
O Evangelho Segundo o Espiritismo constitui-se de um prefácio, vinte e sete capítulos e uma coletânea de prece. Tem sete conexões com o Antigo Testamento e cento e trinta e quatro com o Novo Testamento.
Segundo a natureza dos assuntos, os três primeiros se encadeiam: “Não vim destruir a lei”; “Meu reino não é deste mundo”; “Há muitas moradas na casa de meu Pai”.
Deduzem-se dos outros, tanto quanto possível. Esta obra é disposta numa ordem lógica, aborda aspectos filosóficos e científicos e trata dos ensinamentos de Jesus, em seu aspecto moral.
Perpetuando-se ao longo dos séculos, citamos os ensinamentos:
- O Espiritismo é a Ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material.
- Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. (Cap. XVII, item 4).
- Fé inabalável é só a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade. (Cap. XIX, item 7).
- Fora da caridade não há salvação. (Cap. XV, item 10).
Edgard Armond, em seu livro O Redentor, escreve no Prólogo: “O Espiritismo arrancou o Evangelho das sombras místicas das concepções dogmáticas e o apresentou ao povo, indistintamente, aberto e refulgente, expressivo e edificante, como a força que mais poderosamente realiza transformações morais, no mais íntimo das almas, e impulsiona os homens para as luzes da redenção”.
2) Os milagres;
3) As profecias;
4) As palavras que serviram para o estabelecimento dos dogmas da Igreja;
5) O ensino moral.
“Se as quatro primeiras partes têm sido objeto de discussões, a última permanece inatacável. Diante desse código divino, a própria incredulidade se curva. É o terreno em que todos os cultos podem encontrar-se, a bandeira sob a qual todos podem abrigar-se, por mais diferentes que sejam as suas crenças. Porque nunca foi objeto de disputas religiosas, sempre e por toda a parte provocada pelos dogmas”.
E prossegue: “Reunimos nesta obra os trechos que podem constituir, propriamente falando, um código de moral universal, sem distinção de cultos. Nas citações conservamos tudo o que era de utilidade ao desenvolvimento do pensamento, suprimindo apenas as coisas estranhas ao assunto.
“As máximas foram agrupadas e distribuídas metodicamente segundo a sua natureza, de maneira a que umas se deduzissem das outras, tanto quanto possível”.
O Evangelho Segundo o Espiritismo constitui-se de um prefácio, vinte e sete capítulos e uma coletânea de prece. Tem sete conexões com o Antigo Testamento e cento e trinta e quatro com o Novo Testamento.
Segundo a natureza dos assuntos, os três primeiros se encadeiam: “Não vim destruir a lei”; “Meu reino não é deste mundo”; “Há muitas moradas na casa de meu Pai”.
Deduzem-se dos outros, tanto quanto possível. Esta obra é disposta numa ordem lógica, aborda aspectos filosóficos e científicos e trata dos ensinamentos de Jesus, em seu aspecto moral.
Perpetuando-se ao longo dos séculos, citamos os ensinamentos:
- O Espiritismo é a Ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e suas relações com o mundo material.
- Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações. (Cap. XVII, item 4).
- Fé inabalável é só a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade. (Cap. XIX, item 7).
- Fora da caridade não há salvação. (Cap. XV, item 10).
Edgard Armond, em seu livro O Redentor, escreve no Prólogo: “O Espiritismo arrancou o Evangelho das sombras místicas das concepções dogmáticas e o apresentou ao povo, indistintamente, aberto e refulgente, expressivo e edificante, como a força que mais poderosamente realiza transformações morais, no mais íntimo das almas, e impulsiona os homens para as luzes da redenção”.
BIBLIOGRAFIA:
Armond, Edgard - O Redentor
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
Kardec, Allan - Obras Póstumas.
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
Kardec, Allan - Obras Póstumas.
QUESTIONÁRIO:
1 - O que é O Evangelho Segundo o Espiritismo?
2 - Por que Kardec priorizou os ensinamentos morais de Jesus neste livro?
3 - Na sua opinião, qual a importância de O Evangelho Segundo o Espiritismo?
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