Radio boa nova de Guarulhos

Rádio Boa Nova Ao vivo

segunda-feira, 13 de junho de 2011

20ª. AULA A - O Espiritismo como Consolador Prometido B - Não ponhais a Candeia Debaixo do Alqueire


A) O ESPIRITISMO COMO CONSOLADOR PROMETIDO
Próximo de partir para a Espiritualidade, Jesus promete aos seus discípulos que lhes enviará um outro Consolador, o Espírito da Verdade, o Parácleto, que haveria de ensinar todas as coisas e lembrar o que ele dissera (Jô, 14:15-17 e 26; 16:7-14). No tempo determinado, o Espiritismo veio cumprir aquela promessa do Divino Mestre, revelando ao homem as leis que regem os fenômenos, antes tidos como sobrenaturais ou milagrosos.

O Espiritismo, ou o Consolador Prometido, surge no horizonte terrestre, em meados do séc. XIX, como a Terceira Revelação. No século XIII ª C., Moisés trouxe para a Humanidade a Primeira Revelação, materializando a idéia do Deus Único ( já ensinada por Abrão, o grande patriarca hebreu, cerca de 600 anos antes). Moisés promulgou a lei do Monte Sinai, lançando os fundamentos da verdadeira fé, como grande médium que era. Como homem, foi o legislador eficiente, que organizou a sociedade da época, procurando livrá-la dos erros do politeísmo.

Após Moisés, veio o Cristo, encarnando a Segunda Revelação, e acrescentou à essência dos ensinamentos mosaicos a idéia da vida futura, estranha ao contexto do Pentateuco, bem como as penas e recompensas que esperam o homem depois da morte. Jesus faz encarar a divindade de um ponto de vista totalmente novo: “não é mais o Deus que quer ser temido, mas o Deus que quer ser amado”. (A Gênese, Cap. I, item 23) Jesus, então, resume o Decálogo num mandamento maior – o amor a Deus, acima de todas as coisas – e num menor, semelhante àquele – o amor ao próximo – e estabelece assim as bases da Religião Cósmica (Universal).

A Doutrina dos Espíritos, como Terceira Revelação, é o Cristianismo Redivivo. A revelação espírita possui um duplo caráter, visto que participa, ao mesmo tempo, da revelação divina e da revelação científica, as duas vias que levam o homem ao verdadeiro conhecimento. Nas palavras de Kardec, “o que caracteriza a revelação espírita é que sua origem é divina, que a iniciativa pertence aos Espíritos e que sua elaboração é o resultado do trabalho do homem”.

O Espiritismo, então, parte das próprias palavras de Cristo (da mesma forma que este muitas vezes remeteu seus discípulos às palavras de Moisés), sendo uma conseqüência direta de sua doutrina. À idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos cerca e povoa o espaço. Define os laços que unem o espírito ao corpo. Fundamenta-se no princípio da reencarnação. E estabelece as conseqüências morais da conduta humana frente às leis divinas.

O Espiritismo, assim, como uma doutrina de conhecimento, chega no momento em que a Humanidade está melhor preparada e a Ciência encontra-se organizada e pronta para dar sustentação ao fenômeno espírita, que, sem ela, ficaria sem apoio e exame. Se tivesse surgido antes das descobertas científicas dos séculos XVII e XVIII, a ação da Espiritualidade fatalmente estaria condenada ao fracasso.

A Doutrina Consoladora mostra ao homem que a causa dos seus sofrimentos, muitas vezes, está em existência anteriores; que a Terra, no seu atual estágio, é um mundo de expiação e provas; que Deus, soberanamente justo e bom, a ninguém castiga, de sorte que as aflições vividas pela criatura humana conduzem à cura dos seus males, assegurando-lhe a felicidade nas existências futuras.

O Espiritismo, por isso, no seu tríplice aspecto (de Ciência, Filosofia e Religião), responde aos mais diversos questionamentos humanos, fazendo o homem compreender de onde vem, para onde vai e o que está fazendo na Terra; enfim, desvela-lhe sua natureza, sua origem e sua destinação, preparando-o para viver melhor suas próximas encarnações.

Finalmente, revela o conceito mais avançado de Deus: Inteligência Suprema e causa primária de todas as coisas. Esclarece que não podemos conhecer a natureza íntima do Criador, mas aponta alguns de seus atributos, que nos mostram sua justiça e sua bondade, presentes em toda a Criação.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - A Gênese.
QUESTIONÁRIO:
1 - Sinteticamente, quais são as três grandes revelações?
2 - Por que o Espíritismo é o Consolador Prometido?
3 - O que caracteriza a revelação espírita?
B ) NÃO PONHAIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE
“Ninguém acende uma lâmpada, e a esconde com alguma vasilha, ou põe debaixo da cama; põe-na sim, sobre um candeeiro, para que vejam a luz aqueles que entram. Porque não há nada de secreto que não venha a ser descoberto, nem nada oculto que não venha a ser conhecido e tornado público.” (Lucas, 8:16-17).

Causa estranheza ouvir Jesus dizer que não se deve pôr a luz debaixo do alqueire, ao mesmo tempo que se esconde a toda hora o sentido das suas palavras sob o véu de alegoria, que nem todos podem compreender. Ele se explica, entretanto, dizendo aos apóstolos: Eu lhes falo em parábolas, porque eles não estão em condições de compreender certas coisas; eles vêem, olham, ouvem e não compreendem certas coisas; assim dizer-lhes tudo, ao menos agora, seria inútil; mas a vós o digo, porque já vos é dado compreender esses mistérios.
E procedia, portanto, para com o povo, como se faz com as crianças, cujas idéias ainda não se encontram desenvolvidas. Dessa maneira, indica-nos o verdadeiro sentido da máxima: “Não se deve pôr a candeia debaixo do alqueire, mas sobre o candeeiro, a fim de que todos os que entram possam vê-la”. Ele não diz que tenhamos de revelar inconsideradamente todas as coisas, pois, todo o ensinamento deve ser proporcional à inteligência de quem o recebe, e porque há pessoas que uma luz muito viva pode ofuscar sem esclarecer.

Pergunta-se que proveito o povo poderia tirar dessa infinidade de parábolas, cujo sentido estava oculto para ele. Deve notar-se que Jesus só se exprimiu em parábolas sobre as questões, de alguma maneira abstratas, da sua Doutrina. Mas, tendo feito da caridade e da humildade a condição expressa de salvação, tudo o que disse a esse respeito é perfeitamente claro, explícito e sem nenhuma ambigüidade.
Assim devia ser, porque se tratava de regra de conduta, regra que todos deviam compreender, para poderem observar. Era isso o essencial para a multidão ignorante, à qual se limitava a dizer: Eis o que é necessário para ganhar o Reino dos Céus. Sobre outras questões, só desenvolvia os seus pensamentos para os discípulos. Estando eles mais adiantados moral e intelectualmente, Jesus podia iniciá-los nos princípios mais abstratos. Foi por isso que disse: Ao que já tem, ainda mais se dará, e terá em abundância. (E.S.E., Cap. XVII, item 15).

Não obstante, mesmo com os apóstolos, tratou de modo vago sobre muitos pontos, cuja inteligência completa estava reservada aos tempos futuros. Foram esses os pontos que deram lugar a diversas interpretações, até que a Ciência, de um lado, e o Espiritismo, de outro, vieram revelar as novas leis da natureza, que tornaram compreensível o seu verdadeiro sentido.
“Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do módio, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa”. – Jesus (Mateus 5:15).

Muitos aprendizes interpretam semelhantes palavras do Mestre como apelo à pregação sistemática e desvelaram-se através de veementes discursos em toda parte. Outros admitiram que o Senhor lhes impunha a obrigação de violentar os vizinhos, através de propaganda compulsória da crença, segundo o ponto de vista que lhes é particular.

Em verdade, o sermão edificante e o auxílio fraterno são indispensáveis na extensão dos benefícios divinos da fé. Nossa existência é a candeia viva. É um erro lamentável despender nossas forças, sem proveito para ninguém, sob a medida de nosso egoísmo, de nossa vaidade ou de nossa limitação pessoal.

Prega, pois, as revelações do Alto, fazendo-as mais formosas e brilhantes em teus lábios; insta com parentes e amigos para que aceitem as verdades imperecíveis; mas não olvides que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de ti mesmo.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
Xavier, F. C - Fonte Viva
QUESTIONÁRIO:
1 - O que significa colocar a candeia debaixo do alqueire?
2 - Por que devemos procurar ser criaturas que buscam o aperfeiçoamento para se tornar mais uma luz no mundo?
3 - Na sua opinião, como devemos proceder para fazer "brilhar a nossa luz"?

Nenhum comentário:

Postar um comentário