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segunda-feira, 13 de junho de 2011

8ª. AULA A - Casamento e Divórcio B - Parentesco Corporal e Espiritual


A) CASAMENTO, DIVÓRCIO
CASAMENTO: Conceito:
O casamento é uma instituição divina, inserida na Lei de Reprodução e fundada na união conjugal, para que se opere a renovação e a espiritualização dos seres. Ele implica no “regime de vivência pelo qual duas criaturas se confiam uma à outra, no campo da assistência mútua”, como bem define Emmanuel.

Segundo Kardec, “o casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra entre todos os povos, embora nas mais diversas condições”.

A despeito da chamada “crise do casamento” moderna, abolir o casamento, de fato, significaria um retorno à infância da Humanidade, colocando o homem abaixo de alguns animais que lhe dão o exemplo das uniões constantes. A união livre e fortuita dos sexos, realmente, reflete o estado de natureza, colocando o homem na condição de barbárie.

As leisA união pelo casamento reflete as Leis Divinas, leis imutáveis e perfeitas, que estabelecem a perpetuação da espécie pela reprodução e evolução dos seres. Aí predomina a Lei do Amor, exclusivamente de caráter moral, que paira acima das condições eminentemente físicas do casamento.

Em relação à lei civil (lei humana que traz em si o caráter da falibilidade), “não há em todo o mundo, e mesmo na cristandade, dois países em que elas seja absolutamente iguais, e não há mesmo um só em que elas não tenham sofrido modificações através dos tempos. Resulta desse fato que, perante a lei civil, o que é legítimo num país e em certa época, torna-se adultério noutro país e noutro tempo”.

Todavia, Deus quis que as criaturas se unissem não apenas pelos laços carnais, mas também pelos da alma, “a fim de que a mútua afeição dos esposos se estenda aos filhos, e para que sejam dois, em vez de um, a amá-los, tratá-los e fazê-los progredir”. “Imperioso, porém”, diz Emmanuel, “que a ligação se baseie na responsabilidade recíproca, de vez que na comunhão sexual um ser humano se entrega a outro ser humano e, por isso mesmo, não deve haver qualquer desconsideração entre si”.

Formas e aspectos do casamento. Os casamentos podem ser classificados em função dos interesses de cada criatura e muitas vezes até de interesses de ordem familiar, por força das fortunas envolvidas; das afinidades, sejam elas de natureza espiritual, intelectual ou meramente cultural; dos resgates e oportunidades de evolução, casamentos estes precedidos de cuidadosa programação para que seja bem sucedida a união, seja em relação aos cônjuges, seja em relação aos filhos, seja em relação à parentela.

Entre os aspectos fundamentais do casamento, há que se considerar: a) a família, em que cada individualidade deverá exercitar com esmero a paternidade e a maternidade; b) o namoro, quando surge aquele “suave encantamento”, a que se refere Emmanuel, em que tudo se tolera; c) o ambiente doméstico, escola viva da alma, onde as criaturas se matriculam para o aprendizado em comum, para os reajustes e o crescimento; d) a energia sexual, que se apresenta como recurso da lei de atração, para unir os Espíritos em torno da oportunidade de autodescobrimento e de reajuste; e) o compromisso cármico, que nos mostra a necessidade do reencontro para o acerto perante a lei de causa e efeito, devido às nossas responsabilidades esposadas em comum.

Por tudo isso, observa-se que os cultos religiosos não são senão exterioridades, elementos transitórios da equação da vida em comum, compreensíveis em épocas mais recuadas, porém sem nenhuma utilidade prática no contexto da vida eterna.

Na Doutrina Espírita não se realizam casamentos, da mesma forma que não se ministram batismos ou quaisquer sacramentos, pois no Espiritismo não há ritual de nenhuma espécie. O verdadeiro batismo é o de fogo e do espírito, como ensinava Jesus. O verdadeiro casamento é aquele que se procura compreender sob a ótica das leis naturais ou divinas, em sua essência, liberto dos convencionalismos humanos, propriamente ditos, sabidamente transitórios.
Divórcio:
Quando Kardec perguntou aos Espíritos acerca da indissolubilidade absoluta do casamento, estes lhe responderam que “é uma lei humana, muito contrária à lei natural”. (L.E., 697). Numa outra questão, complementando esse entendimento, sentenciaram: “em primeiro lugar, as vossas leis são erradas, pois acreditais que Deus vos obriga a viver com aquele que vos desagradam?” (L.E.940).

Jesus também não condenava objetivamente o divórcio, mas enfatizava que muitas coisas ocorriam devidas à dureza dos nossos corações. Embora não sendo contrário à lei de Deus, o divórcio interrompe o processo de harmonização entre as criaturas, transferindo o compromisso e a solução dos problemas comuns para as existências posteriores. Trata-se de uma dolorosa cirurgia psíquica, somente admissível em casos extremos, quando ele se constituir no mal menor.
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Livro dos Espíritos
Xavier, F.C. - Vida e Sexo
QUESTIONÁRIO:
1 - O que é o casamento, na visão espírita?
2 - Cite dois aspectos fundamentais do casamento?
3 - Como entender o divórcio?
B) Parentesco Corporal e Espiritual:
“Os laços de sangue não estabelecem necessariamente os laços espirituais. O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porque este existia antes da formação do corpo. O pai não gera o Espírito do filho: fornece-lhe apenas o envoltório corporal. Mas, deve ajudar seu desenvolvimento intelectual e moral, para o fazer progredir.

“Os espíritos que se encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são os mais freqüentemente Espíritos simpáticos, ligados por relações anteriores, que se traduzem pela afeição durante a vida terrena. Mas, pode ainda acontecer que esses Espíritos sejam completamente estranhos uns para os outros, separados por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem também por seu antagonismo na terra, a fim de lhes servir de prova.
Os verdadeiros laços de família não são, portanto, os da consangüinidade, mas os da simpatia e da comunhão de pensamentos, que unem os Espíritos, antes, durante e após a encarnação. Donde se segue que dois seres nascidos de pais diferentes podem ser mais irmãos pelo Espírito, do que se o fossem pelo sangue. Podem, pois, atrair-se procurar-se, tornar-se amigos, enquanto dois irmãos consangüíneos podem repelir-se, como vemos todos os dias. Problema moral, que só o Espiritismo podia resolver, pela pluralidade das existências.

“Há, portanto, duas espécies de famílias: as famílias por laços espirituais e as famílias por laços corporais. As primeiras duradouras, fortificam-se pela purificação e se perpetuam no mundo dos Espíritos, através das diversas migrações da alma. As segundas, frágeis como a própria matéria, extinguem-se com o tempo, e quase sempre se dissolvem moralmente desde a vida atual. Foi o que Jesus quis fazer compreender, dizendo aos discípulos; “Eis minha mãe e meus irmãos”, ou seja, a minha família pelos laços espirituais, pois “quem quer que faça a vontade de meu Pai, que está nos céus, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

“A hostilidade de seus irmãos está claramente expressa no relato de São Marcos, desde que, segundo este, eles se propunham a apoderar-se d’Ele, sob o pretexto de que perdera o juízo. Avisado de que haviam chegado, e conhecendo o sentimento deles a seu respeito, era natural que dissesse, referindo-se aos discípulos, em sentido espiritual: “Eis os meus verdadeiros irmãos”. Sua mãe os acompanhava, e Jesus generalizou o ensinamento, o que absolutamente não implica que ele pretendesse que sua mãe segundo o sangue nada lhe fosse segundo o Espírito, só merecendo a sua indiferença. Sua conduta, em outras circunstâncias, provou suficientemente o contrário”. (E.S.E., cap. XIV, item 8).
BIBLIOGRAFIA:
Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo
QUESTIONÁRIO:
1 - Quais são os verdadeiros laços de família?
2 - Quais são as duas espécies de famílias existentes?
3 - O que Jesus quis dizer com a expressão "eis minha mãe e meus irmãos"?

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